Sinfonia Fantástica
Quando tinha 23 anos, Hector Berlioz há 180 anos atrás foi assistir a uma encenação de “Hamlet” de Shakespeare e se lá se apaixonou pela primeira vez em sua vida. E foi uma paixão que o consumiu totalmente. Desta paixão ele acabou criando a “Sinfonia Fantástica”.
Composta de 5 movimentos:
Primeiro movimento: “Devaneios, Paixões”; apresenta um jovem músico apaixonado para quem a amada evoca um tema musical a idée fixe. Seu amor, porém, não é correspondido, o que cria a tensão dramática da obra.
Segundo movimento: “Um Baile”; o rapaz vê a sua amada dançando com outros homens numa festa.
Terceiro movimento: “Nos Campos”; é uma metáfora pastoral na qual o clima espelha os sentimentos do protagonista, inicialmente confiante que poderá conquistar a amada. Mas a tempestade aproxima-se como um mau augúrio.
Quarto movimento: “Marcha para o Cadafalso”; passa-se num mundo onírico. O jovem cede ao desespero e entrega-se ao ópio. Em seus sonhos drogados, ele mata a amada, é julgado e condenado, e marcha agora para o cadafalso.
Quinto movimento: “Sonho de Uma Noite de Sabath”; onde, já morto, o jovem encontra-se cercado de bruxas e fantasmas, que dançam com a sua amada.
Três anos depois de estreiar em 1830, Berlioz finalmente acaba ficando com a moçinha e sua musa inspiradora! O que provaria que final feliz existe se eu ocultasse de todos que o amor deles simplesmente acabou, não sem antes ter gerado a maravilhosa “Sinfonia Fantástica”.

